A curiosidade do ancião era tanta que um dia ele resolveu fingir de morto só para ter uma idéia da sua popularidade enquanto vivo. Sabedor de que os índios Terepuias usavam uma espécie de poção para dormir por um dia, a fim de atrair os espíritos dos seus ancestrais, Pafúncio foi até a comunidade namuncurá buscar o tal remédio. Dia seguinte, já estava de volta com o milagroso chá. Com a primeira parte da estratégia pronta, passou para a segunda que consistia em fingir-se de muito doente. Desse modo enganou, também, até a própria família, que sem outra alternativa providenciou a presença de um médico da região para periciar e emitir o laudo cadavérico e assinar o competente óbito.
Como a "morte" aconteceu de madrugada, a família resolveu sepultá-lo naquele mesmo dia; tempo insusuficiente para ele "ressucitar" bem informado sobre as condolências dos verdadeiros amigos do peito...
O infeliz esqueceu-se de que o efeito da poção era de um dia e que o enterro seria feito com apenas treze horas de antecedência após a ingestão do sonífero. Depois da cerimônia fúnebre, o coitado ainda continuava dormindo como um urso hibernado.Terminado o efeito do remédio ele, de posse das preciosas informações contidas no seu mini-gravador, tentou sair do caixão que ja começava a sufocá-lo. Desesperado, ao perceber o tamanho da asneira em que havia se metido, começou a espernear e a gritar por socorro. Para seu alívio, o seu pedido foi prontamente atendido. Era uma voz cavernosa que lhe pedia paciência. Pois a sua libertação estava próxima; tão próxima que ele ainda pode ver e ouvir o gargalhar da própria morte!
quarta-feira, novembro 05, 2008
segunda-feira, outubro 20, 2008
O Vulcão
A vila dorme no sopé do grande monte
Tão silencioso como a neve no seu pico
Por onde gases eparzindo pelo bico
Formam fagulhas que iluminam o horizonte
Nem mesmo hoje com tanta parafernália
A ciência falha ao impedir o cataclismo
Proveniente de um inesperado cismo
A vomitar magma-rubra qual mortalha
Ferventes lavas a fluir das profundezas
Devasta tudo pela força da explosão
Deixando a vila apavorada e indefesa
Sem chance alguma do inferno escapar
Da magma-rubra, rio de desruição,
Maldita praga proveniente do vulcão!!!
Tão silencioso como a neve no seu pico
Por onde gases eparzindo pelo bico
Formam fagulhas que iluminam o horizonte
Nem mesmo hoje com tanta parafernália
A ciência falha ao impedir o cataclismo
Proveniente de um inesperado cismo
A vomitar magma-rubra qual mortalha
Ferventes lavas a fluir das profundezas
Devasta tudo pela força da explosão
Deixando a vila apavorada e indefesa
Sem chance alguma do inferno escapar
Da magma-rubra, rio de desruição,
Maldita praga proveniente do vulcão!!!
sábado, outubro 04, 2008
O queijo da vovó Nilza
Recomendado pelo seu médico, devido uma avançada osteoporose, vovó Nilza passou a alimentar-se de queijo no desjejum diário.
Para não ter o trabalho de comprá-lo aos pedaços, diariamente, resolveu levá-lo inteiro. À maneira que achou para deixá-lo mais aromatizado, foi colocá-lo fora da geladeira. Obviamente, ela não se lembrou que tal procedimento aguçaria o exigente paladar dos ratos da vizinhança...
Não demorou muito para aquele cheiro característico levasse uma dúzia de roedores junto à porta da sua casa. Desnecessário é dizer que nessa altura da refrega, ela já estava morrendo de medo.
Em vista disso, sem mais demora,telefonou para a Agência Miau, pedindo socorro. Reconhecida por sua eficiência, dento de cinco minutos lá estava à disposição da apavorada vovó, um enorme gatão preto, olhos vermelhos e garras de pantera africana, que logo assumiu a incumbência de acabar com aquele fuzuê. É obvio que só pela presença do brutamontes foi o suficiente para os roedores sumirem do mapa! Porém, dois ratinhos que moravam no porão ao lado da casa da vovó, Nilza, não suportando ver o vexame pelo qual passaram os seus acovardados irmãos em queijo, resolveram acabar com a carreira do bichano cheio de panca.
Nesse ínterim, mister miau, com absoluta aprovação da sua patroa, mostrou-lhe um desenho infalível, à prova de camundongo. Contudo, para seu azar, jogou a cópia do desenho pela janela indo parar justamente defronte o porão dos ratinhos. Após estudar o plano que caiu em suas mãos em boa hora, saíram em busca de uma tesoura, tão necessária para executar o serviço. O plano engenhoso da armadilha era o seguinte: O espertalhão dormiria atrás da geladeira em cujo fecho da porta estava ligada a terrível armadilha, que conssistia num simples cordão amamarrado também no seu braço. Se alguém tentasse abrir a porta, o cordão esticaria e ele acordaria pelo puxão.... Todavia, o gatuno se esqueceu que os ratinhos tinham achado uma tesoura bem afiada para cortar o maledeto cordão. Dia seguinte, após dormir um sono tranqüilo e reparador, vovó Nilza pôs a mesa e chamou o folgado para lhe fazer companhia. Antes, porém, após elogiá-lo pelo sucesso do plano, mandou-lhe trazer o queijo.
Mais rápido que pôde, desamarrou o cordão do pulso e abriu a geladeira. Pasmo, olhar estático como que hipnotizado diante do que via, assim como a sua incrédula patroa, só acordou com uma baita vassourada no lombo! Perto daí , os ratinhos, empanturrados de queijo, mal podiam rir ao ver o desajeitado paspalhão a capengar na chuva; e ainda por cima ouvindo, mais alto do que o trovão, a voz da vovó Nilza, amaldiçoando-o até a sua última geração!
Para não ter o trabalho de comprá-lo aos pedaços, diariamente, resolveu levá-lo inteiro. À maneira que achou para deixá-lo mais aromatizado, foi colocá-lo fora da geladeira. Obviamente, ela não se lembrou que tal procedimento aguçaria o exigente paladar dos ratos da vizinhança...
Não demorou muito para aquele cheiro característico levasse uma dúzia de roedores junto à porta da sua casa. Desnecessário é dizer que nessa altura da refrega, ela já estava morrendo de medo.
Em vista disso, sem mais demora,telefonou para a Agência Miau, pedindo socorro. Reconhecida por sua eficiência, dento de cinco minutos lá estava à disposição da apavorada vovó, um enorme gatão preto, olhos vermelhos e garras de pantera africana, que logo assumiu a incumbência de acabar com aquele fuzuê. É obvio que só pela presença do brutamontes foi o suficiente para os roedores sumirem do mapa! Porém, dois ratinhos que moravam no porão ao lado da casa da vovó, Nilza, não suportando ver o vexame pelo qual passaram os seus acovardados irmãos em queijo, resolveram acabar com a carreira do bichano cheio de panca.
Nesse ínterim, mister miau, com absoluta aprovação da sua patroa, mostrou-lhe um desenho infalível, à prova de camundongo. Contudo, para seu azar, jogou a cópia do desenho pela janela indo parar justamente defronte o porão dos ratinhos. Após estudar o plano que caiu em suas mãos em boa hora, saíram em busca de uma tesoura, tão necessária para executar o serviço. O plano engenhoso da armadilha era o seguinte: O espertalhão dormiria atrás da geladeira em cujo fecho da porta estava ligada a terrível armadilha, que conssistia num simples cordão amamarrado também no seu braço. Se alguém tentasse abrir a porta, o cordão esticaria e ele acordaria pelo puxão.... Todavia, o gatuno se esqueceu que os ratinhos tinham achado uma tesoura bem afiada para cortar o maledeto cordão. Dia seguinte, após dormir um sono tranqüilo e reparador, vovó Nilza pôs a mesa e chamou o folgado para lhe fazer companhia. Antes, porém, após elogiá-lo pelo sucesso do plano, mandou-lhe trazer o queijo.
Mais rápido que pôde, desamarrou o cordão do pulso e abriu a geladeira. Pasmo, olhar estático como que hipnotizado diante do que via, assim como a sua incrédula patroa, só acordou com uma baita vassourada no lombo! Perto daí , os ratinhos, empanturrados de queijo, mal podiam rir ao ver o desajeitado paspalhão a capengar na chuva; e ainda por cima ouvindo, mais alto do que o trovão, a voz da vovó Nilza, amaldiçoando-o até a sua última geração!
terça-feira, setembro 16, 2008
O Recruta Julinho
Após a quarentena, começa o período de formação, no qual o soldado recruta participa da primeira marcha de oito quilômetros. Ao completar metade da marcha, isto é, quatro quilômetros, há uma breve parada para que todos possam a reajustar os equipamentos, e as meias para se evitar as bolhas que diminuem a eficiência quanto ao rendimento da tropa.
Estava para terminar os dez minutos de descanso quando o comandante da companhia, capitão Bruno, determinou que um dos recrutas cumprisse uma rápida missão. Um deles se apresentou rapidamente como voluntário.
_ Vê aquela porteira, bem à esquerda do bosque?
_ Sim, senhor, meu Capitão.
_ Pois bem, vai até lá (coloca o seu cronômetro no pulso do recruta) e anota o tempo. Não se esqueça da cadência de cento e vinte passos por minuto; e confirma o tempo, também, na volta.
O entusiasmado do recruta, sob os olhares de inveja, dos companheiros, estufou o peito, levou a mão direita junto à ponta do capacete, prestando-lhe a respeitosa continência, e gritou: _ Sim, Senhor, meu Capitão!
Cadência normal, cento e vinte passos por minuto, olhos fixos no relógio, lá vai Julinho cumprindo com fidelidade sua missão.
Ao chegar junto â porteira, conferiu o tempo: cinco minutos, exatamente! Obviamente, o tempo seria o mesmo na volta. Bastaria, apenas, manter a mesma cadência.
E foi o que fez, até certo ponto do trajeto. De repente, não se sabe como e nem porquê, uma vaca prenhe, chifres ameaçadores, saiu do bosque e pô-se a perseguir o recruta, ainda com os olhos cravados nos ponteiros do relógio! Só deu-se conta do que estava acontecendo, devido à gritaria da soldadesca: – Corre, olhe a vaca!
O azarado soldado, ao ver a vaca soltando chispas pelas ventas, correu mais do que as próprias pernas, estatelando-se de bruços no meio dos companheiros.
Passado alguns minutos, o comandante que estava nas proximidades, ao ouvir aquela algazarra de gozação, voltou para ver o que estava acontecendo e deparou-se com o recruta, de bruços, em meio à soldadesca, tentando vomitar os bofes pra fora da boca.
O capitão, apenas ignorou o fato insólito, e foi direto ao assunto principal:
- E daí, soldado, qual foi o resultado?
Julinho, ainda morto de canseira e sem forças para se recompor, apenas respondeu:- Com vaca ou sem va... – desmaiando em seguida...
Estava para terminar os dez minutos de descanso quando o comandante da companhia, capitão Bruno, determinou que um dos recrutas cumprisse uma rápida missão. Um deles se apresentou rapidamente como voluntário.
_ Vê aquela porteira, bem à esquerda do bosque?
_ Sim, senhor, meu Capitão.
_ Pois bem, vai até lá (coloca o seu cronômetro no pulso do recruta) e anota o tempo. Não se esqueça da cadência de cento e vinte passos por minuto; e confirma o tempo, também, na volta.
O entusiasmado do recruta, sob os olhares de inveja, dos companheiros, estufou o peito, levou a mão direita junto à ponta do capacete, prestando-lhe a respeitosa continência, e gritou: _ Sim, Senhor, meu Capitão!
Cadência normal, cento e vinte passos por minuto, olhos fixos no relógio, lá vai Julinho cumprindo com fidelidade sua missão.
Ao chegar junto â porteira, conferiu o tempo: cinco minutos, exatamente! Obviamente, o tempo seria o mesmo na volta. Bastaria, apenas, manter a mesma cadência.
E foi o que fez, até certo ponto do trajeto. De repente, não se sabe como e nem porquê, uma vaca prenhe, chifres ameaçadores, saiu do bosque e pô-se a perseguir o recruta, ainda com os olhos cravados nos ponteiros do relógio! Só deu-se conta do que estava acontecendo, devido à gritaria da soldadesca: – Corre, olhe a vaca!
O azarado soldado, ao ver a vaca soltando chispas pelas ventas, correu mais do que as próprias pernas, estatelando-se de bruços no meio dos companheiros.
Passado alguns minutos, o comandante que estava nas proximidades, ao ouvir aquela algazarra de gozação, voltou para ver o que estava acontecendo e deparou-se com o recruta, de bruços, em meio à soldadesca, tentando vomitar os bofes pra fora da boca.
O capitão, apenas ignorou o fato insólito, e foi direto ao assunto principal:
- E daí, soldado, qual foi o resultado?
Julinho, ainda morto de canseira e sem forças para se recompor, apenas respondeu:- Com vaca ou sem va... – desmaiando em seguida...
domingo, setembro 07, 2008
Isaura
Por amor ou por pirraça
Cuca cheia de cachaça
Pus Isaura pra correr
Só mais tarde percebi
Onde foi que me meti
Quando o juízo recobrei.
Até lulu meu cãozinho
E o papagaio lourinho
Me abandonaram também
Em protesto à besteira
Que aprontei na sexta feira
Por ciúme do meu bem
Tudo se paga no mundo
Minha Isaura e o Raimundo
Vão, agora, se casar.
Enquanto, desapontado
Vivo aqui, acabrunhado
Sem um ombro pra chorar!
Cuca cheia de cachaça
Pus Isaura pra correr
Só mais tarde percebi
Onde foi que me meti
Quando o juízo recobrei.
Até lulu meu cãozinho
E o papagaio lourinho
Me abandonaram também
Em protesto à besteira
Que aprontei na sexta feira
Por ciúme do meu bem
Tudo se paga no mundo
Minha Isaura e o Raimundo
Vão, agora, se casar.
Enquanto, desapontado
Vivo aqui, acabrunhado
Sem um ombro pra chorar!
Troviscando
Dia dos pais é saudades
Tristeza, dor, condolência
É o clamor da orfandade
Pranteando à eterna ausência.
Quero homenagear-te ó pai
Neste dia inesquecível
Sempre te louvando mais
Muito mais do que é possível.
Duas coisas não desejo
Nem pra mim, nem pra ninguém
Ser amado sem um beijo
E tratado com desdém.
O filho que tens no ventre
Carece do teu carinho
De outra forma nem tentes
Mais tarde dar-lhe um caminho.
Se o nosso pensamento
Tivesse som de se ouvir
Garanto que a falsidade
Deixaria de existir.
Poetas conto nos dedos
Somente das duas mãos
Os demais, puro arremedo
Dos vates de expressão.
Tristeza, dor, condolência
É o clamor da orfandade
Pranteando à eterna ausência.
Quero homenagear-te ó pai
Neste dia inesquecível
Sempre te louvando mais
Muito mais do que é possível.
Duas coisas não desejo
Nem pra mim, nem pra ninguém
Ser amado sem um beijo
E tratado com desdém.
O filho que tens no ventre
Carece do teu carinho
De outra forma nem tentes
Mais tarde dar-lhe um caminho.
Se o nosso pensamento
Tivesse som de se ouvir
Garanto que a falsidade
Deixaria de existir.
Poetas conto nos dedos
Somente das duas mãos
Os demais, puro arremedo
Dos vates de expressão.
domingo, abril 13, 2008
Mirian
Emoção e expectativa são paralelas que ao final se encontram!
Obviamente, se completam nos escâmbios da vida.
Não importa quantas vezes as experimentamos.
A intensidade é cada vez maior, tanto na emoção quanto na expectiva.
Exemplo : VOCÊ!
Sim, você veio acrescentar um elo a mais em nossa abençoada família, dentre outros que vieram completar a corrente de ouro, presente de Deus.
Mirian,
Insubstituível princesa,
Razão da nossa felicidade,
Irradiante luz,
Amor infinito
Nascido das gotas de lágrimas divinais...
Beijos da sua orgulhosa família.
Obviamente, se completam nos escâmbios da vida.
Não importa quantas vezes as experimentamos.
A intensidade é cada vez maior, tanto na emoção quanto na expectiva.
Exemplo : VOCÊ!
Sim, você veio acrescentar um elo a mais em nossa abençoada família, dentre outros que vieram completar a corrente de ouro, presente de Deus.
Mirian,
Insubstituível princesa,
Razão da nossa felicidade,
Irradiante luz,
Amor infinito
Nascido das gotas de lágrimas divinais...
Beijos da sua orgulhosa família.
domingo, abril 06, 2008
Hino à Santos
Lá do alto do Monte SerratMeu olhar encantado reluz
Pasmo pela beleza que há
Sob o manto protetor da cruz
D’onde ouço as ondas do mar
Marulhando canções de louvor
Como eu que te quero saudar
Com carinho, alegria e amor:
Tu és, de Brás Cubas, obra prima
Do patriarca Andrada, a paixão
Do povo embevecido, o carisma
Dos filhos teus, bondoso coração
Ó Santos, patrimônio da moral
Da arte, da cultura e do civismo
Morrer quero em teu seio fraternal
Se for preciso, com patriotismo
Tua orla praiana, morena
Com jardins de fragância sem par
E os batéis na baia serena
São convites p’ra gente se amar...
À tardinha, raiando o sol
Se despede da lua faceira
Propiciando o mais lindo arrebol
Sobre ti minha flor brasileira!
Recordar é viver!
Sempre que estou só, em especial, na hora de dormir, fecho os olhos e deixo a mente divagar a esmo, à espera de um sono tranqüilo e reparador!Por incrível que possa parecer, quase todas as noites vem à minha mente a sua imagem, em primeiro plano! Então, a vejo pequenina, qual bonequinha de porcelana, a dormitar ao meu lado, com a inseparável chupeta a estalar a cada sorvo ávido de um nada que nunca vem...
Acolá, a vejo no quintal, dentro de um pneu, esforçando-se para sair, entre gemidos e berros...
E, de outra feita, calçada nos meus próprios coturnos, a chorar, sem poder mover um passo, pelo peso dos mesmos; maluquice de um pai que não tinha outra coisa para fazer!...
Ah, que saudades daquele tempo que não volta mais!
Em compensação, hoje, abro os olhos e vejo, à minha frente, uma linda jovem, finamente educada, feliz e dona dos seus próprios atos.
O tempo é um eterno presente. Ele não passa, nós é que passamos por ele. Obviamente, devo chegar primeiro ao final da estrada, dependendo da vontade Dele. Porém, querida, o que importa é que de alguma forma ali estarei ansioso à sua espera para recomeçarmos nossa inacabada jornada através dos tempos!
Adoro-te, paixão da minha vida!
(Seu amado pai)
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