
Dormem tranqüilos filhos brasileiros
Encenando um ato, um quê de inocência
Sem desconfiar da torpe violência
De irmãos insanos, cruéis bandoleiros.
Sonham alegres, sonhos tão diversos,
Que pelos gestos tento interpretá-los
Como se os corpos quisessem expressá-los
Em sutis poemas de eloqüentes versos:
Oh, este sorrindo estende fortes braços,
Aquele, ao lado, ensaia beijos ternos,
Outro, acolá, com modos paternos,
Acolhe o filhinho em morno regaço!
A noitinha desce, há nimbos pesados,
Mortal cortinado de um breu agourento,
Prenúncio de avanço, em tempo marcado,
Que os vis celerados aguardam atentos
Nem mesmo o gemido cortante do vento
Consegue uma trégua à luta traiçoeira
Torpe espetáculo, amaldiçoado evento,
Irmãos contra irmãos, da mesma bandeira!
- Parai profanos, miseráveis Judas,
Por que agis com tanta fúria assim
Esqueces do exemplo deixado por mim,
“A todo amor, aos fracos, ajuda?”
E os desgraçados de almas perdidas,
Satânicos risos, esgares nervosos,
A “VOZ” já nem ouvem, moucos criminosos,
Carrascos mundanos das mortes sofridas
Virulentas pragas, asquerosos vermes,
Peçonhentas cobras de botes armadas
Esgueiram ruelas transpondo amuradas,
À caça impiedosa das presas inermes...
De surpresa a turba, ataque inclemente,
Elimina a todos, imediatamente,
Em sórdida luta sem adversário,
Não lhes dando chance, ato temerário...
À injusta vitória que o demo inspirou
A corja execrável das dores zombava,
Ao limpar os gumes dos sabres que entrava
Nos corpos sangrentos, morte buscou
Desprezível seja a bem da verdade,
Ó causa infame, pertinaz, ferina,
E ao que te adere, pela crueldade,
Nefasto ideal que Deus abomina
Que o sangue rubro, puro e generoso,
Dos imolados nesse triste dia
Seja uma chama, facho poderoso,
A dispersar o ódio e a tirania.
E a tua a morte, pranteado irmão,
Seja um libelo para a humanidade
E um alerta, que não seja em vão,
Aos que desejam paz e liberdade!
Encenando um ato, um quê de inocência
Sem desconfiar da torpe violência
De irmãos insanos, cruéis bandoleiros.
Sonham alegres, sonhos tão diversos,
Que pelos gestos tento interpretá-los
Como se os corpos quisessem expressá-los
Em sutis poemas de eloqüentes versos:
Oh, este sorrindo estende fortes braços,
Aquele, ao lado, ensaia beijos ternos,
Outro, acolá, com modos paternos,
Acolhe o filhinho em morno regaço!
A noitinha desce, há nimbos pesados,
Mortal cortinado de um breu agourento,
Prenúncio de avanço, em tempo marcado,
Que os vis celerados aguardam atentos
Nem mesmo o gemido cortante do vento
Consegue uma trégua à luta traiçoeira
Torpe espetáculo, amaldiçoado evento,
Irmãos contra irmãos, da mesma bandeira!
- Parai profanos, miseráveis Judas,
Por que agis com tanta fúria assim
Esqueces do exemplo deixado por mim,
“A todo amor, aos fracos, ajuda?”
E os desgraçados de almas perdidas,
Satânicos risos, esgares nervosos,
A “VOZ” já nem ouvem, moucos criminosos,
Carrascos mundanos das mortes sofridas
Virulentas pragas, asquerosos vermes,
Peçonhentas cobras de botes armadas
Esgueiram ruelas transpondo amuradas,
À caça impiedosa das presas inermes...
De surpresa a turba, ataque inclemente,
Elimina a todos, imediatamente,
Em sórdida luta sem adversário,
Não lhes dando chance, ato temerário...
À injusta vitória que o demo inspirou
A corja execrável das dores zombava,
Ao limpar os gumes dos sabres que entrava
Nos corpos sangrentos, morte buscou
Desprezível seja a bem da verdade,
Ó causa infame, pertinaz, ferina,
E ao que te adere, pela crueldade,
Nefasto ideal que Deus abomina
Que o sangue rubro, puro e generoso,
Dos imolados nesse triste dia
Seja uma chama, facho poderoso,
A dispersar o ódio e a tirania.
E a tua a morte, pranteado irmão,
Seja um libelo para a humanidade
E um alerta, que não seja em vão,
Aos que desejam paz e liberdade!

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