Ao telefone uma voz sentidaAnsiosamente quer dialogar
É uma jovem carente, sofrida
No mar da vida, tristonha a vogar
"Alô, desculpe se lhe roubo o sono:
É a solidão cruel que me devora
A alma triste, em sádico abandono,
Por um amor que adorei outrora"
Informações, soluços, confidências,
Negro painel do seu terríivel drama
Desperta, em mim, velada compaixão
E assim, devido a minha impaciência
Peço-lhe, então, pra desfazer a trama
Urgente audiência ao seu coração...

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