quarta-feira, abril 26, 2006

Orgasmo

Dois corpos sobre a relva, interados
Movidos por gracioso sincronismo
Se entregam como eternos namorados
Dos tempos de sublime romantismo:

Aos poucos as gotinhas sudorais
Salpicam-lhes os membros deslisantes
Enquanto o libido, mais e mais
Emprestam-lhes imagens luxuriantes...

E os lábios beijam carnes, rubras, tensas
Que se transforma em ais gemidos fortes
Prenúncio de reconfortante espasmo

Nem mesmo nesse instante a própria morte
Seria tão audaz, mediante ofensas
Para inibir do ato intenso orgasmo!

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