O tempo passa e com ele vaiToda uma vida palmilhando o chão
No fim da estrada ela se esvai
Enquanto o espaço fecha-lhe o portão
São tantas vidas ignóbeis, santas
Nesse trajeto de espinho e flor
Onde se avulta o mal, e o bem encanta
Num paradoxo entre ódio e amor
O livre arbítrio é opcional:
Cada elemento é um diabo ou santo
Independente do poder supremo...
Mas só a morte mostra o terminal
Ao moribundo cérulo de espanto
Onde está Cristo ou, então, o demo!

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