quarta-feira, abril 19, 2006

MÃE

Se me deste à luz por dares
Simplesmente por prazeres
Te repilo com esgares
Renegando os teus poderes

Se me deixaste alhures
Compenetrada do ato
Minhas mãos jamais segures
Não te pertenço de fato

Se me honraste, contudo
E de nada me privaste
Então devo ficar mudo
Ao gesto que praticaste

Mas se repartiste o prato
Comigo e noites sofridas
Então a ti serei grato
Minha mãe, por toda vida!

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