Quando se perde para a morte algum ente
Se atentarmos para o transe passageiro
E ao despertar p’ra outra vida num repente
Claro me faço para aquele tão descrente
Com argumentos próprios da filosofia:
"Tudo transforma-se, neste mundo latente
Nada se perde e também nada se cria”
Quer seja o corpo putrefato pelos vermes
Ou mesmo a alma integrada na harmonia
Ambos vibráteis são repletos de energia
E essa força, íon-etéria, não inerme
Tudo reativa como um passe de magia
Reanimando o universo até o cerne!

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