Destruidora qual ofídio peçonhentoMas portentosa como a rosa sobre haste
A flor-papoula, camaleão de tal evento
É tão grandiosa muito mais pelo contraste
Por entre pétalas em riste para a luz
Resplande o cálice bojudo, virulento
Intumescido pelo ópio que produz
Maldita praga a cumprir o seu intento
O seu poder é tão intenso sobre o incauto
Quanto a mil drogas geradoras de ilusões
Irreversível e de funesta conseqüência
E a pobre vítima tomada de assalto
Destrói-se toda e os outros corações
Acorrentada nos grilhões da dependência!

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