terça-feira, março 14, 2006

CONFISSÃO

Te amo tanto, tu não imaginas como
Perto de ti minh’alma aflita se extasia
Por queira que tu vás eu me assomo
Enfeitiçado de paixão e alegria

Não há distância para os meus pensamentos
Que a mim me trazem à lembrança a tua imagem
Oh, deusa minha, radiante monumento
Tão verossímel, apesar de ser miragem...

Quero que saibas dessa maneira insossa
De venerar-te, ocultamente, sem alarde
Desde o momento que te vi, ainda moça
Sem que esse modo de querer fosse covarde

Em não bastando os gestos vagos desses atos
No cotidiano, através de tantos anos
Quero que o tempo se encarregue desses fatos
Para atestar que o meu querer não foi profano

E mesmo assim, se isso tudo for tão pouco
Para que ouças o clamor dos rogos meus
Faças de conta, quem te amou foi só um louco
E que aos poucos te adorando pereceu!

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